Ao começar a lidar com a gestão dos estoques, é comum surgir uma pergunta: o que é SKU? Esse código é essencial para garantir bons resultados para o varejo em uma plataforma de e-commerce, pois facilita o controle da entrada e da saída de produtos.
Neste texto, vamos contar como funciona o SKU, quais suas principais aplicações e como utilizar essa ferramenta para impulsionar os negócios do varejo físico e digital.
A sigla SKU significa Stock Keeping Unit, ou “unidade de manutenção de estoque”. Trata-se de um código único que visa melhorar a gestão de estoque, a liberação de mercadorias e a certeza de que aquele produto é diferente dos demais.
O SKU serve para te ajudar nesse processo, facilitando a organização dos estoques e criando um método que controle a entrada e saída de produtos. Cada produto no estoque da empresa passa a ter um SKU único – um código formado por letras e números.
Na gestão do cadastro e da retirada de produtos do estoque, o colaborador pode acelerar os processos operacionais ao procurar por SKU em vez de buscar pelo nome de cada produto. Assim, em vez de buscar no estoque uma “camiseta manga curta gola V tamanho M”, é possível procurar no sistema por “CMCGVTM”.
O uso de SKUs como uma ferramenta de gestão traz diversos benefícios para o varejo. Entre as vantagens estão:
Ao usar códigos para os produtos, é muito mais fácil organizar a disponibilidade e o fluxo de cada item, já que o nome dos objetos fica mais simples. É muito mais simples digitar no sistema o item “ESROAV8” do que “esmalte rosa Avon 8ml”, concorda?
O uso de códigos torna mais fácil organizar o estoque, o que aumenta a velocidade da expedição dos produtos na logística. Cada produto pode ser separado, por seu SKU, em nichos, prateleiras e pallets, de uma forma lógica e que faça com que seja simples localizar um item específico. Assim, os colaboradores saberão onde procurar cada produto.
Enviar um produto errado para o cliente acontece com uma frequência acima do desejado na maioria das operações de venda online – especialmente quando existem versões muito parecidas de um mesmo produto. O uso de SKUs torna mais fácil diferenciar cada item, pois o colaborador atua focado em ler os códigos.
É comum que o SKU seja exigido no momento do cadastro de anúncios em marketplaces, ERPs e integradores. No Mercado Livre, por exemplo, o SKU ajuda a melhorar a qualidade dos anúncios, já que a plataforma contará com informações mais completas sobre os produtos.
Há muitas maneiras para gerenciar o estoque, e a criação de um código SKU para os produtos é uma prática que contribui para mapear e analisar todas as mercadorias que estão no estoque. Seja para estudar a entrada e saída de determinados produtos ou até mesmo prestar algum tipo de atendimento ao cliente, a existência de SKUs é capaz de acelerar tais processos.
Na criação dos SKUs do seu negócio, o primeiro ponto a ter em mente é organizar a classificação dos códigos de uma forma lógica, para que seu processo de denominação seja claro para todos os envolvidos. Dessa maneira, o SKU deixa de ser uma combinação aleatória de letras e números para se tornar uma ferramenta de gestão importante para o negócio.
Parte importante da praticidade do SKU é que ele seja facilmente identificável e digitável. Menos é mais! Quanto menor o código, mais rapidamente ele pode ser digitado ou memorizado – e mais eficiência o varejo passa a ter.
Cada negócio pode ter seu próprio método para escrever seu código SKU, de acordo com a quantidade / diversidade de produtos e suas variações e aplicações. É importante ressaltar que nem todas as informações de cada produto precisam estar no código – trabalhe com o mínimo necessário para gerar diferenciação.
Nem todos os marketplaces permitem o uso de caracteres especiais no SKU. Para evitar problemas, atenha-se a números e letras no momento de elaborar sua tabela de códigos.
A ideia do SKU é diferenciar completamente cada produto. Por isso, quem vende um produto em duas cores diferentes terá um SKU para cada cor – o mesmo para qualquer outra característica, como quantidade de memória, tamanho, tipo de manga ou sabor.
Isso fará com que sua tabela de SKUs possa ser bastante grande. Uma empresa que vende 5 tipos de celulares, cada um em 3 cores diferentes, precisa diferenciar 15 SKUs.
Apesar de existirem algumas dicas para montar um SKU – já vamos falar a respeito – cada operação pode definir seu critério de criação dos códigos. Mas lembre-se: quanto mais simples, melhor.
Considere, por exemplo, um e-commerce de peças para notebook com mais de 300 tipos de teclados. Trabalhar com teclados no formato TC258 é mais prático do que criar um código mais longo para incorporar o nome do fabricante no SKU – até porque um teclado pode ser compatível com mais de uma marca.
No caso de um negócio que trabalhe com uma grande variedade de produtos diferentes, com poucas variações, pode fazer mais sentido incluir informações específicas para identificar o produto exato no SKU. Para um e-commerce que vende iPhones usados, pode fazer sentido incluir todas as variações do produto, como em “CELIP12CE64” para um iPhone 13 cinza espacial com 64MB de memória.
Partindo do princípio de que cada produto tem suas especificações no código, é possível identificá-lo através da padronização. Por exemplo, se você está vendendo um iPhone 16 Preto de 128GB, o SKU poderia ser:
Sendo assim, o SKU seria CELIP16PR128. Obviamente é apenas um exemplo, mas é importante ter uma padronização que seja fácil de identificar e localizar no estoque.
É importante lembrar que o SKU é diferente do EAN, apesar de ambos serem números usados para identificar produtos. Esse é apenas um exemplo, mas é importante ter uma padronização que seja fácil de identificar e localizar no estoque.
É muito comum confundir ou tentar misturar os SKUs com o EAN.
O EAN é um código de barras, criado na Europa pela GS1, composto por 13 dígitos, que é utilizado no mundo inteiro. Sua sigla significa European Article Number e se você pensa em exportar ou vender em marketplaces, será obrigatório cadastrar o EAN em seus produtos. Mas não sofra por antecedência, esses códigos são fixos e universais, gerados pelo fabricante.
O princípio do EAN é uma série de números ligados a um produto e reconhecido de forma universal. Ele é muito conhecido no formato de código de barras, e é geralmente lido por meio de leitores óticos. No mundo digital, o EAN é especificamente importante, já que, por meio dele, marketplaces, sites de comparação de preços e sistemas de integração conseguem identificar qual é o seu produto, possibilitando associação em buybox e dando mais credibilidade para o anúncio.
O código de barras também é um ponto positivo para que seu produto seja exibido no Google Shopping. O que pode aumentar suas vendas em até 20%, segundo o próprio Google.
– País de origem: 3 primeiros dígitos - o Brasil é o 789;
– Empresa fabricante, que terá um número exclusivo: 4, 5 ou 6 dígitos;
– Cada variação de um produto por ela produzido: 3, 4 ou 5 dígitos;
– Dígito verificador: 1 dígito.
O código de barras é lido somente por uma máquina ou leitor de código. Em contrapartida, o SKU é lido e entendido de forma “lógica” por qualquer pessoa ou sistema.
É importante lembrar que o EAN-13 é um dos tipos de código de barras existentes no mercado. Entre outros exemplos estão o EAN-8, para produtos com menos espaço para etiquetas; o EAN-128, para códigos mais elaborados e ainda vários outros menos utilizados. Vai de cada vendedor identificar qual é o código ideal para a sua operação.
Existem algumas práticas equivocadas que acabam sendo frequentes na área, desde atribuir o mesmo SKU a modelos diferentes de um produto ou confundi-lo com código de barras.
Mas e se o vendedor fabrica os produtos? Como “emitir” um código de barras?
Para colocar códigos de barra nos seus produtos, o fabricante precisa primeiramente se cadastrar na GS1. No momento dessa filiação, serão exigidos os seguintes dados:
Uma vez com esses dados, o fabricante poderá fazer a identificação dos seus produtos, atribuindo os números de referência para cada um.
Agora que você já sabe que o que é SKU e que eles não são um bicho de sete cabeças, é mais fácil compreender também que o código é um grande facilitador para localização e separação de itens que possuem as mesmas características, com detalhes que os diferenciam. Tanto o SKU quanto o EAN são obrigatórios na maioria dos casos. Mas apesar de exigir algum esforço por parte do vendedor (e, no caso do EAN, um custo), ambos os códigos contam com diversos benefícios para a operação de vendas.
Desta forma, você garante efetividade no processo logístico da sua empresa e, também, mais segurança e aumento nas possibilidades de recompra. Fique por dentro das dicas que o Ideris está preparando e mantenha seu inventário sempre atualizado, da forma mais prática possível.
É importante lembrar que o SKU é diferente do código GTIN (anteriormente chamado de EAN), apesar de ambos serem números usados para identificar produtos.
EAN é uma sigla antiga para a sequência numérica que faz parte do código de barras de um produto. Hoje, é utilizado o termo “código GTIN”, de “Global Trade Item Number”. Com o GTIN, qualquer empresa, em qualquer lugar do mundo, consegue cadastrar um produto sem duplicidade, facilitando a rastreabilidade dos itens e o controle dos estoques.
Todo produto que possa ser precificado, pedido ou faturado em qualquer categoria da cadeia de suprimentos precisa ter o código GTIN. Além disso, cada tipo de variação de um produto precisa ter um código exclusivo.
Um exemplo: se você vende calças, cada modelo e variação (como cor ou tamanho) deve ter um GTIN diferente. Ao definir o GTIN da calça da marca X, modelo skinny, tamanho 36 e cor azul, esse código será o mesmo sempre em qualquer lugar do mundo. Uma calça da mesma marca, modelo e tamanho, mas na cor preta, receberá um outro código, que também tem validade global.
O código GTIN ajuda no controle e rastreio dos produtos, pois permite verificar informações como prazo de validade dos produtos e contato do fabricante. Como todos os produtos que são comercializados precisam do código GTIN, para anunciar nos principais marketplaces é preciso ter esse número.
O código GTIN também traz agilidade para a operação do estoque e venda em pontos físicos, pois permite usar o leitor de código de barras na separação e envio dos itens para obter todas as informações no sistema rapidamente. Quem usa o Hub de Integração da Ideris para gerenciar a operação nos marketplaces e loja virtual pode utilizar o celular para escanear o código de barras dos produtos e agilizar a separação e envio.